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Como se preparar emocionalmente para o Enem 2022

Além de revisão de conteúdos, reta final de estudos requer cuidados com saúde mental

Ansiedade, tensão e concentração se misturam à rotina dos estudantes, conforme se aproximam as datas de realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), dias 13 e 20 de novembro. Além de estudar e revisar os conteúdos aprendidos ao longo de toda a trajetória escolar, os últimos dias de preparação exigem também algumas medidas para calibrar a saúde mental e chegar ao dia da prova com o emocional tranquilo.

“Nós sabemos que os estudantes passam todo o Ensino Médio estudando, focados no Enem e nos vestibulares, principalmente aqueles que querem entrar em cursos mais concorridos. É um estado quase permanente de tensão”, diz o consultor pedagógico da Conquista Solução Educacional, Anderson Leal. Ele explica que, por isso, os momentos que antecedem esse tipo de prova precisam ser um pouco mais relaxantes. “É preciso fazer um planejamento que permita parar de estudar em média dois dias antes do Enem. Até porque não são dois dias que vão resolver conteúdos que não foram aprendidos”, aconselha.

Nesses dois dias, o consultor sugere que o candidato deixe os livros um pouco de lado e se dedique a atividades que o ajudem a relaxar e se divertir. A prática de esportes, passeios ao ar livre, visitas a novos lugares, uma ida ao cinema, encontrar os amigos, tudo isso pode ser de grande valia para quem deseja chegar ao dia do exame com menos estresse. “A recomendação é escolher atividades que tirem o estudante dessa rotina que ele enfrentou por um longo tempo. Isso faz com que ele saia desse momento de tensão, o que automaticamente diminui a ansiedade. Assim, quando chegar a hora da prova, ele vai estar psicologicamente preparado para se lembrar do que estudou”, completa Leal.

Organização ajuda a relaxar

Além de escolher uma programação que melhore os níveis de ansiedade, outras estratégias também podem contribuir para isso. O especialista lembra que ter um plano de estudos organizado é um dos fatores mais importantes para se manter no controle e, dessa forma, sentir-se menos angustiado com o que está por vir. Essa é uma competência socioemocional que, inclusive, faz parte da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). No documento, ela é chamada de autogestão e relaciona-se ao gerenciamento eficiente do estresse, ao controle de impulsos e à definição de metas.

“A autogestão é a capacidade, desenvolvida, pelo estudante, de se organizar por conta própria. Determinar alguns períodos do dia para estudar, mas também reservar outros para fazer coisas de que ele goste. Ter essa organização também gera uma baixa na ansiedade porque permite que ele passe por todos os conteúdos necessários sem se sobrecarregar”, ressalta Leal.

A tensão sentida nesse período de preparação para as grandes provas da vida escolar não é imaginária e precisa ser levada a sério. Ela aparece devido à pressão sofrida pelos adolescentes por parte dos pais, da escola e até de si mesmos. “Um pouco de estresse é bem vindo porque nos motiva a buscar nossos objetivos, mas não é saudável deixar que esse estresse se torne exagerado. E, quando a situação assim exigir, a recomendação é que estudantes e familiares busquem apoio psicológico profissional”, finaliza o consultor.

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